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Mongolismo,
Síndrome de Down e Trissomia 21, é essencialmente
um atraso do desenvolvimento, tanto das funções
motoras do corpo, como das funções mentais.
A criança com Síndrome de Down tem algumas
características físicas diferentes das
outras crianças. Um bebê, com a Síndrome
de Down é pouco ativa, molinha, o que chamamos
de ‘HIPOTONIA’. A hipotonia diminui com
o tempo, e a criança vai conquistando, embora
mais tarde que as outras, as diversas etapas do desenvolvimento:
sustentar a cabeça virar-se na cama, engatinhar,
sentar, andar e falar. A Síndrome de Down não
é contagiosa, ela não é causada
por nenhum micróbio. Ela é produzida
por uma alteração que já está
presente no início do desenvolvimento do bebê.
Causa
Existem várias teorias quanto à causa
da Síndrome de Down, mas até hoje pouco
se conhece com certeza. Algumas conclusões
indicam que o mongolismo é causado por uma
alteração dos cromossomos. Cromossomos
são partículas muito pequenas que existem
dentro do espermatozóide (a célula sexual
do homem) e também dentro do óvulo (a
célula sexual da mulher) e são responsáveis,
por exemplo: a cor dos olhos, altura, sexo e também
o funcionamento e forma de cada órgão
interno, como o coração, o estômago
e o cérebro.
No momento da fecundação o espermatozóide
e o óvulo se juntam, formando o ovo, que é
o começo de uma nova vida. Normalmente existem
23 cromossomos no espermatozóide e 23 cromossomos
no óvulo. O ovo vai, portanto receber 46 cromossomos.
Nos casos de S.D. a criança nasce com 47 cromossomos;
possui um cromossomo, 2% a mais, ou seja, ela tem
três cromossomos 21 em todas as suas células
ao invés de ter dois. É o que chamamos
de trissomia 21. Este erro não está
sob controle de ninguém. A célula fica
com um cromossomo de numero 21 e mais do que deveria,
e não se sabe ainda por que isso acontece.
Sinais
Físicos
Há sinais físicos que acompanham em
geral a Síndrome de Down, e por isso ajudam
a fazer o diagnóstico. Os principais sinais
físicos ao recém nascido são.
- Hipotonia
muscular: o que se responsabiliza por importante
parte do retardo do desenvolvimento motor.
- Abertura
das pálpebras inclinada com a parte externa
mais elevada.
- Prega
da pálpebra no canto interno dos olhos como
nas pessoas de raça amarela, por ex: os japoneses.
- Boca:
dentes pequenos, língua protusa (para fora
da boca), palato elevado
- Mãos:
grossas e curtas, prega única na palma das
mãos.
- Crânio:
occipital achatado.
- Há
outros sinais físicos, mas varia de bebê
para bebê.
Incidência
A S.D. é relativamente freqüente: de cada
550 bebês que nascem, um tem síndrome.
Atualmente, estima-se que existem entre crianças
e adultos, mais de 100mil brasileiros com S.D.
Qualquer casal pode ter um filho com S.D., não
importando sua raça, credo ou condição
social. Entretanto a chance de nascer um bebê
com S.D. é maior quando a mãe tem mais
de 40 anos (aproximadamente).
Algum problema ocorrido durante a gravidez não
pode causar a síndrome; no inicio da gestação
quando começa a se formar o bebê, já
está determinado se ele terá S.D. ou
não. Portanto nada que ocorra durante a gravidez
como quedas, emoções fortes ou sustos,
pode ser a causa da síndrome.
Também não se conhece nenhum medicamento
que ingerido durante a gravidez causa a S.D.
Como
Evitar
Como ainda se conhece pouco sobre a Síndrome
de Down, é importante que as mães muito
jovens ou as de mais de 35 anos evitem a gravidez.
Atualmente, existem exames que são feitos durante
a gravidez e que detectam algumas alterações
do feto. Dentre eles, a AMINIOCENTESE é a amostra
do Vilo Corial são exames usados para o estudo
dos cromossomos do feto. Portanto, a trissomia do
cromossomo 21 que causa a S.D. pode ser detectada
no pré-natal.
Doenças
Associadas com maior freqüência à
Síndrome de Down
Problemas cardíacos devido a um desenvolvimento
anormal do coração, em metade dos casos;
- Desenvolvimento
anormal do intestino
- Deficiência
imunológica, que faz com que essas crianças
tenham problemas respiratórios causados por
infecções repetidas.
- Problemas
de visão e audição.
- Problemas
odontológicos.
É
conveniente, em qualquer dos casos procurar orientação
para o tratamento adequado.
O
Desenvolvimento da Criança com Síndrome
de Down
O desenvolvimento da criança com S.D. ocorre
em um ritmo mais lento que o das crianças normais.
O bebê, devido à hipotonia, é
mais quieto, em dificuldade para sugar, engolir, sustentar
a cabeça e os membros.
Embora haja um atraso no desenvolvimento motor, isso
não impede que a criança aprenda suas
tarefas diárias e participe da vida social
da família. A criança com S.D. pode,
portanto executar tarefas simples, mas a deficiência
mental não permite que ela consiga resolver
problemas abstratos, que são complicados para
ela.
A criança deve ser educada e disciplinada como
qualquer outra criança. Os pais devem ensinar-lhe
os limites, não permitindo que ela faça
tudo que quiser. Será necessárias maior
cuidado e atenção, pois a criança
demorará mais para aprender as coisas.
Os pais devem ser pacientes e insistir porque a criança
vai progredir, embora em seu próprio ritmo.
Clínicas instituições e escolas
especializadas costumam ter programas de estimulação
para criança com Síndrome de Down, que
poderão orientá-los nos exercícios
específicos.
O
Que fazer?
Os cuidados com a criança com S.D. não
variam muito da atenção que se dão
às crianças.
Os pais devem estar atentos a tudo o que a criança
comece a fazer sozinha, espontaneamente e devem estimular
seus esforços. Ajude a criança a crescer,
evitando que ela se torne dependente; quanto mais
a criança aprender a cuidar de si mesma, melhores
condições terão para enfrentar
o futuro.
A criança com S.D. precisa participar da vida
da família como as outras crianças.
Deve ser tratada como as outras, com carinho, respeito
e naturalidade. A pessoa com S.D. quando adolescente
e adulta tem uma vida semi-independente. Embora possa
não atingir níveis avançados
de escolaridade pode trabalhar em diversas outras
funções, de acordo com seu nível
intelectual. Ela pode praticar esportes, viajar, freqüentar
festas, etc.
“Quando
a criança com deficiência tem problemas
de comportamento, em geral, é porque existe
falta de compreensão dos pais ou das pessoas
que vivem com ela. Quando se sente aceita e compreendida,
é uma criança feliz”.
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